quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Museu do Video Game em Berlim é parada obrigatória para geeks e gamers


Em Berlim, na Alemanha, um museu peculiar chama a atenção dos geeks e gamers. Nada de quadros antigos ou documentos históricos: o Computerspielemuseum Berlin ou Museu do Video Game de Berlim concentra mais de 2500 consoles antigos e mantém intacta a história dos jogos eletrônicos.
Fundado em 1997, ele ficou três anos em funcionamento e, passado esse tempo, teve de fechar as portas. Em 2011, o Computerspielemuseum Berlin foi reaberto ao público. Este é o primeiro e único espaço voltado apenas para a história dos games em todo o mundo. 
Do Atari ao SNES, o museu traz jogos, consoles, fotos, entrevistas e ricas informações sobre empresas, desenvolvedores e jogos. E o mais legal? Você pode jogar todos os clássicos e se divertir com alguns conceitos malucos. O Tecmundo foi até lá e traz para você informações sobre as principais peças do Museu do Video Game. Prepare-se para sentir muita nostalgia e divirta-se!
História de bit a bit
Jogos por correspondência (Séc. XIX)
A tradição de jogar com pessoas de outros lugares existe muito antes da LIVE ou da PSN. Os primeiros jogos do tipo de que se tem notícia datam do século XIX e eram, em sua maioria, xadrez por correspondência. Nas idas de 1960, os norte-americanos expandiram a ideia, criando os famoso jogos de estratégia baseado em turnos.
Nimrod (1951)
Este é o primeiro computador criado única e exclusivamente para rodar jogos. Desenvolvido em 1951, o Nimrod foi projetado para rodar o game Nim, um jogo antigo que consiste em uma pilha de palitos que devem ser descartados, um a um, pelos jogadores. 
Noughts and Crosses – Jogo da Velha (1952)
A simplicidade do Jogo da Velha foi perfeita para os primeiros computadores. Criado na Universidade de Cambridge, esse game foi produto de um doutorado que tratava da comunicação entre homem e máquina.
Estojo de pintura Winky Dink (1955)
Esta foi a primeira tentativa de interação com a TV. Durante o programa, o apresentador pedia para que determinada parte do livreto colado ao televisor fosse pintada com uma caneta especial. Apesar da intenção, a pintura, claro, não afetava em nada a programação.
Um dos primeiros controles remotos (1950)
Na década de 50, uma explosão no consumo de televisores teve como consequência um crescimento na quantidade de canais oferecidos. Para navegar entre eles, nada melhor do que um controle remoto.
Brown Box (1969)
A famosa caixa marrom é considerada por muitos a mãe dos vídeo games. Este é o protótipo do famoso game doméstico Odyssey, apresentado em 1972.
Piko Dat (1969)
O jogo, criado também na antiga GDR, permitia que o usuário rodasse e até mesmo programasse pequenos aplicativos a partir da manipulação do circuito.
Computer Space (1971)
O arcade, criado por um dos fundadores da Atari, foi o primeiro video game a funcionar a partir de moedas e o primeiro a utilizar os jogos eletrônicos de forma comercial. O jogo Spacewar! consistia em uma espaçonave com mísseis que deveria detonar a frota inimiga. Apesar de tudo, o arcade não alcançou muito sucesso, devido a seus comandos complexos.
Odyssey (1972)
A Brown Box, depois de alguns anos, se transformou no Odyssey, o primeiro video game doméstico da história. O gadget vinha com capas coloridas para personalização, 12 jogos diferentes e até mesmo armas que permitiam interagir com o jogo.
Arcade Pong (1972)
Este é um arcade feito especialmente para rodar o jogo Pong, criado em 1972 pela Atari. Pong é um jogo simples que consiste em uma partida de tênis, com duas raquetes ou paletas e uma bolinha e, junto a jogos como Pac-Man e Tetris, é um dos títulos clássicos mais conhecidos de todos os tempos.
Dungeons & Dragons (1974)
O famoso D&D foi o primeiro RPG de fantasia que deu realmente certo. Criado a partir de jogos militares de estratégia, o game recebeu influência da trilogia "O Senhor dos Anéis" e até hoje serve como referência para novos jogos de fantasia.
Channel F (1976)
O Channel F, também conhecido como Videoplay, foi o primeio video game cujos jogos eram vendidos separadamente. Os desenvolvedores tinham mais liberdade para desenvolver games para a plataforma.
Max Headroom Show (1985)
Max Headroom foi a primeira tentativa de se criar um apresentador de TV virtual. A tecnologia disponível na época não permitia grandes animações, por isso, o personagem é um ator de verdade que se transformava devido a alguns efeitos especiais.
Poly Play Arcade (1985)
O arcade, desenvolvido em 1985 pela República Democrática da Alemanha (GDR), trazia uma série de jogos, como o famoso Pac-Man.
KC 85/4  (1987)
A série de video games KC foi um verdadeiro sucesso na antiga GDR. Com bons gráficos e efeitos sonoros para a época, o console inspirou vários programadores a desenvolverem seus próprios jogos para a plataforma.
Virtuality (1991)
Os video games, desenvolvidos nos anos 90, traziam um visor com 3D esteroscópico e tela de LCD, joysticks e a possibilidade de jogos multiplayer.
Virtual Boy (1995)
Lançando em 1995, a plataforma foi a primeira a usar gráficos 3D e foi também um dos maiores fracassos da Nintendo. O preço alto e um efeito tridimensional que deixava a desejar foram os grandes pontos contra.
Nintendo 3DS (2011)
E até mesmo o Nintendo 3DS, lançado em 2011, já, literalmente, virou peça de museu!
Arte e tecnologia
Gamblers (2002)
O que fazer com alguns computadores velhos? Arte tecnológica, é claro!
Jumbo Joystick (2010)
O joystick gigante de Atari não serve apenas para chamar a atenção: ele de fato funciona! No Museu do Video Game, em Berlim, você pode usá-lo para controlar o jogo Pac-Man.
Carro movido a "feijão"
Você quer que seu carro de corrida voe nas pistas e chegue em primeiro lugar? Você terá que suar! Nesta divertida adaptação de controle, o video game está conectado a uma bicicleta ergométrica e a velocidade do carro varia conforme a velocidade com que você pedala. Controles na bicicleta permitem guiar o direcionamento do veículo.
Arcades
Arcades com jogos como Space Invaders, Asteroids e Centipede estão disponíveis para que os visitantes se divirtam à vontade.
PainStation
Desenvolvido na Alemanha, PainStation é um jogo realmente bizarro e masoquista. Baseado no famoso Pong, o jogador controla as paletas com a mão direita, enquanto a esquerda repousa sobre uma placa metálica. Então, a cada movimento errado, o jogador recebe sua punição: choques, chicote ou chapa quente. Quem desistir primeiro, perde. As editoras lamentam, mas não tiveram muita coragem de testar esse brinquedo. Veja o resultado de alguns malucos que sofreram as consequências do PainStation (clique nas imagens para ampliá-las):
Armazenamento
Uma parede especial do museu traz os principais meios utilizados para o armazenamento de jogos eletrônicos. É claro que há outros tipos de cartuchos e, hoje, temos o DVD e o online. Confira.
Fitas cassetes (desde 1963)
Fitas cassetes foram meios comuns para gravar jogos, devido ao baixo custo e capacidade razoável de armazenamento.
Cartuchos para video games (desde 1976)
Cartuchos eram mais caros que as fitas cassetes, mas tinham a vantagem de serem lidos diretamente pelo console, sem que fosse preciso carregar o código antes de jogar.
Disquetes 5 ¼ polegadas (desde 1976)
Para a época, o espaço oferecido por um disquete era monstruoso – assim como o preço. O formato só ganhou popularidade a partir dos anos 80.
Disquetes 3 ½ polegadas (desde 1981)
Menores no tamanho e maiores em termos de armazenamento, os disquetes 3 ½ carregavam até 1,44MB e foram amplamente utilizados até os anos 90.
Discos rígidos (desde 1956)
A partir dos anos 50, os sistemas de armazenamento magnético já estavam disponíveis em diversos tamanhos e faziam uso de diferentes tecnologias. Claro que não chegavam perto dos HDs de 2TB que temos hoje, mas, para a época, era um grande avanço.
CD-ROM (desde 1979)
O CD-ROM contém uma série de dados que pode ser lido por meio de um laser.
Concluindo...
Visitar o Computerspielemuseum Berlin é uma divertida viagem no tempo dos games. O acervo é grande e muito bem cuidado, com a vantagem de poder jogar a grande maioria dos games clássicos lá disponíveis. Na saída do museu há ainda uma lojinha, onde você pode adquirir livros sobre a história dos games, camisetas e divertidas bugigangas relacionadas aos jogos.
Computerspielemuseum Berlin fica no bairro de Friedrichshain em Berlim, Alemanha. Se um dia você estiver passando por perto, entre e confira. Entrar em um museu nunca valeu tanto à pena!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Games (Xbox360, PS1, PS2), softwares, apostilas, shows...

Fornecemos enorme variedades de games, videos, shows, apostilas e softwares por preço de banana  e entregaremos no conforto de sua residencia.
Entre em contato com o endereço abaixo, pedidos e dúvidas estaremos à sua disposição.
contato: celso_rene@hotmail.com

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

10 coisas que não existiriam se não fosse o Linux

O sistema operacional livre mais famoso do mundo está em vários lugares é mais importante do que você pode imaginar.

Linux. Muita gente treme só de ouvir falar no sistema operacional criado por Linus Torvalds e divulgado ao mundo a partir de 1991. Contudo, essa história de que “Linux é difícil de usar” tem ficado dia a dia mais para trás, vide distribuições cada vez mais funcionais e amigáveis para o usuário final como Fedora e Ubuntu.
Contudo, o sistema operacional livre mais usado no mundo não corresponde apenas às várias distribuições que milhões de pessoas usam ao redor do globo terrestre. Ele está em lugares que você, provavelmente, nem imagina, comprovando toda sua robustez e versatilidade.
Ele é usado em diversas funções diferentes e o Tecmundo lista agora dez coisas que provavelmente não existiriam se não fosse o Linux.
Tux, o mascote do Linux

Grandes servidores

Serviços que você utiliza todos os dias, como Google, Facebook e até mesmo o Tecmundo e o Baixaki, têm Linux rodando em seus servidores para armazenar muito conteúdo. Todos os serviços de web da Google, como Docs, Agenda e Calendário, ficam hospedados em máquinas com o sistema operacional do pinguim.

Sistemas de controle de tráfego aéreo

Para que as pessoas viajem em segurança de uma parte a outra do mundo, há a necessidade de controle de tráfego aéreo. A maioria das máquinas operadas pelos controladores de voo usa Linux para garantir que o avião que carrega você de um ponto a outro decole e pouse em segurança.

Sistemas de alta tecnologia para controle de tráfego

Segundo o site LinuxforDevices.com, a cidade de San Francisco, uma das mais populosas dos Estados Unidos, usa um sistema de alta tecnologia para controle de tráfego terrestre. O município tem um trânsito caótico e é com Linux rodando em seus computadores que a prefeitura local pretende reduzir esse problema.

Android

Android também é Linux.
O Android é o sistema operacional desenvolvido pela Google para dispositivos portáteis. Ele é um dos mais usados do gênero e cada vez mais novos aparelhos de grandes fabricantes são lançados com ele instalado. Pois se você ainda não sabia, agora é a hora: Android é desenvolvido tendo como base o Linux.

Trem de alta velocidade japonês

Outra ajuda que o Linux dá ao mundo dos transportes é funcionando nos computadores que operam o sistema de trens de alta velocidade no Japão. Sempre que nessas enormes e velozes máquinas de ferro embarcam passageiros e eles partem rumo ao seu destino, é o sistema criado por Linus Torvalds demonstrando a sua versatilidade.

Bolsa de Nova York

A Bolsa de Valores de Nova York também usa Linux. Desde 2007, o local que é o ponto nevrálgico do sistema financeiro estadunidense optou por instalar o sistema livre em suas máquinas. Os motivos são simples e claros: redução de custos (afinal, Linux é de graça e não se paga licença) e aumento de flexibilidade (não à toa o sistema é chamado de “livre”).

Supercomputadores

Outra informação recorrente no mundo do software livre é a preferência de desenvolvedores de supercomputadores pelo Linux. Estimativas apontam para cerca de 90% das supermáquinas existentes hoje rodando alguma variação de Linux. A explicação talvez seja a mais óbvia: o sistema livre é gratuito e flexível.

Carros inteligentes da Toyota

Toyota agora faz parte da Linux Foundation.
Recentemente, de acordo com o site LinuxInsider, a Toyota aderiu à Linux Foundation, a fundação criada em 2007 e que é responsável pela colaboração para aprimoramento do sistema. A justificativa, segundo o gerente geral de projetos da empresa Kenichi Murata, foi o fato de o sistema Linux possuir “a flexibilidade e a maturidade tecnológica” de que eles precisam para desenvolver veículos inteligentes.

Acelerador de partícula

A Cern, Organização Europeia para a Investigação Nuclear, maior laboratório de física de partículas do mundo e referência global no assunto, faz uso do sistema em suas pesquisas relacionadas a partículas de energia. O famoso acelerador de partículas do laboratório funciona com Linux.

Submarinos nucleares

A Lockheed Martin, maior produtora de produtos aeroespaciais para fins militares do mundo, apresentou, em 2004, a linha de submarinos nucleares BAEs Astute-class. O sistema central dessas máquinas subaquáticas possui a distribuição de Linux Red Hat instalada.
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Se você ainda procurava motivos para se tornar fã de software livre e do Linux, um dos maiores expoentes desse campo da tecnologia, aí estão mais dez. Não deixe de registrar sua opinião nos comentários abaixo.