quarta-feira, 15 de junho de 2011

Placa de vídeo ASUS Matrix GTX580

Conheça o poder gráfico da ASUS Matrix GTX580, uma placa gráfica com 3GB de RAM


A Computex, uma das feiras de tecnologia mais importantes do mundo, está para acontecer em Taipei. E os fabricantes de tecnologia começam a mostrar as novidades que serão apresentadas no evento. A ASUS é um desses fabricantes, que mesmo voltando seus principais esforços para o lançamento de novos tablets e smartphones (e até um “mix” misterioso entre os dois), eles não deixaram de lado os demais componentes de hardware, que também fazem sucesso com os gamers e os usuários mais exigentes.

ASUS Matrix GTX 580 
ASUS Matrix GTX 580

Um dos componentes que a ASUS deve apresentar na Computex é essa placa gráfica, a ASUS Matrix GTX580 (foto acima), que estará disponível em dois modelos (Standard e Platinium). Ambos possuem 1,5 GB de GDDR5 VRAM a 4.008 MHz e dois coolers para dissipação de calor, além de três slots PCI. A diferença entre o modelo Standard e o Platinum está na velocidade dos dois modelos (o Standard tem clock de 782 MHz, enquanto que o Platinum trabalha a 816 MHz). Além disso, a Matrix GTX 580 foi desenvolvida para aqueles que pretendem fazer o “overclocking” de suas especificações, trazendo recursos de segurança para alteração de voltagem.

A segunda placa que a ASUS promete para a feira de Taipei é a Mars II, que apesar de ainda não ter nenhuma foto oficial publicada, ela aparece com o destaque de contar com nada menos que 3 GB de RAM, além de dois chips GF110. Possui os mesmos recursos de segurança para os amantes do overclock, mas sem maiores detalhes descritos pela ASUS.

As duas placas não possuem data de lançamento, mas certamente os detalhes mais interessantes desses produtos serão revelados na Computex 2011.

domingo, 12 de junho de 2011

A morte dos fliperamas: como o estopim da indústria dos games quase ganhou um Game Over


Quando falamos em fliperamas, qual é a primeira lembrança que vem à sua cabeça? Muitos imediatamente relacionam o conceito a jogos antigos, como Pac-Man e até mesmo Final Fight. Há ainda quem conheça o termo “arcade” (fliperama, em inglês), somente pelos jogos que trazem uma proposta mais intensa e menos profunda.
Mas, de fato, os fliperamas representam muito mais do que parecem no mundo do entretenimento eletrônico. Não estamos falando especificamente do objeto, os enormes gabinetes com telas acopladas que rodavam títulos como Street Fighter II e Metal Slug, mas sim dos próprios locais que costumavam abrigar centenas de jogadores e, atualmente, estão em extinção.
É, meu amigo, os arcades estão sumindo. Mas como pode uma peça tão importante para o mundo dos games, podendo ser facilmente considerada como o estopim para toda a explosão da indústria, simplesmente deixar de existir?


Os gigantes da indústriaOs fliperamas bombando
Foi no final da década de 1970 que a indústria do entretenimento eletrônico começou a ganhar destaque no cenário mundial. Nos Estados Unidos, os jogos cativavam boa parte da população, principalmente pelo fato de permitir uma interação jamais vista. Exemplos como Asteroids, Space Invaders e, o mais importante, Pong se tornam verdadeiras referências quando o assunto é diversão num universo virtual.
São esses três games que despertariam para sempre a lucrativa indústria do entretenimento eletrônico. Imediatamente após o reconhecimento dos games pelo público, diversos empresários começam a investir profundamente em locais preparados especialmente para quem quer apenas jogar.
Fonte da imagem: Videogamesblogger.com
Os fliperamas começam a aparecer lentamente, mas, em pouquíssimo tempo, dominam todo o território estadunidense. Uma nova febre havia começado e nada poderia pará-la — pelo menos é isso que muitos pensavam.
Um dos principais motivos do sucesso dos fliperamas até então era a própria tecnologia empregada. O Atari 2600 chegaria às lojas somente em 1977 e, mesmo assim, nem todos tinham dinheiro para adquirir o console que, finalmente, traria um pouco da essência dos fliperamas para dentro de sua casa. Sendo assim, era mais fácil desembolsar alguns centavos em uma ficha de fliperama.
Mas, obviamente, essa não é a única razão para o estouro dos arcades. Um dos principais motivos é o próprio ambiente, que, sem dúvidas, marcou a infância de muita gente. Não havia nada melhor para as crianças e os jovens do que chegar a um local em que tudo o que se vê é diversão e dezenas de jogos esperando para serem desfrutados.
Em suma, os fliperamas eram centros com alto poder de interação social, permitindo o surgimento de novas amizades e proporcionando boas doses de diversão a crianças, jovens e adultos.
Contudo, foi no início da década de 1980 que o mundo dos fliperamas passou pela sua primeira revolução. O motivo? A chegada de um pequeno ser amarelo, conhecido simplesmente como Pac-Man. Com isso, saiam de cena as naves genéricas, que agora eram substituídas por um personagem com nome.
A era douradaUm negócio milionário
A chegada de Pac-Man aos consoles determina o auge da era dourada dos fliperamas. É nessa época que a exploração dos games começa a ir além dos gabinetes de jogos. Com isso, temos uma experiência multimidiática, que gera desenhos animados, brinquedos e muitos outros produtos relacionados a um “simples” jogo eletrônico.

Pac-Man acaba se tornando o primeiro personagem dos video games e também o pioneiro na exaustiva exploração de uma marca, algo que se tornaria comum na indústria dos games posteriormente.
A febre aumentou ainda mais com as apostas da Nintendo nos fliperamas. O lendário Donkey Kong trazia não só o gigantesco gorila, mas também Jump Man, que, algum tempo depois, se transformaria no maior ícone dos video games: Mario.
É nessa época que surgem também os jogos que desafiavam os limites da tecnologia da época. Um belo exemplo é Star Wars, de 1983, que trazia uma experiência em primeira pessoa na qual o jogador explorava o universo da franquia com muita interação. Todos os anos, os fliperamas recebiam dezenas de títulos, muitos deles trazendo propostas inovadoras para o período.
Além de gêneros diferentes, os fliperamas também permitiam vários tipos de jogabilidade distintos. Ao contrário dos consoles, no qual, teoricamente, a experiência se limita a um único tipo de controle, as desenvolvedoras da época eram livres para criar controles diferentes para cada jogo.
Assim, tivemos muitos resultados interessantes. Alguns jogos usavam o clássico manche para controlar suas naves ou personagens, enquanto outros optavam pelas trackballs para criar uma experiência diferenciada e mais adequada à proposta.
A prova de que os video games já se consolidavam como um produto popular surgiu com a chegada de “Tron”, um filme baseado no universo do entretenimento eletrônico. Essencialmente, a obra retratava uma espécie de mundo virtual no qual pessoas viviam dentro de um jogo. O resultado? Tron foi um sucesso e acabou ganhando um game inspirado no filme.
A era dourada dos fliperamas rendeu 1,5 milhões de gabinetes espalhados por todo território estadunidense, gerando mais de 20 bilhões de dólares por ano, valor que ultrapassava a soma dos lucros do beisebol, basquete e futebol americano na época.
A grande ameaçaOs jogos em sua casa
Tudo parecia ir bem para o ramo dos fliperamas. Tínhamos templos construídos especialmente para a jogatina e máquinas aparecendo também em mercados, shoppings e vários outros locais que passavam a apostar nos jogos eletrônicos.
Mas, subitamente, a indústria se viu estagnada. O investimento nos arcades ainda era grande, mas o retorno já não era como o esperado, principalmente pela falta de novidades. Sendo assim, algumas máquinas começam a desaparecer de restaurantes, lanchonetes e outros locais que, teoricamente, não deveriam abrigar fliperamas. Depois, chega a hora dos gigantes parques criados especialmente para os arcades darem adeus. Por fim, sobram apenas os fliperamas medianos e boa parte do glamour é extinta.
Este, contudo, está longe de ser o maior problema para os fliperamas. A grande ameaça surge com o lançamento do Famicom, o popular NES ou Nintendinho, como é conhecido por aqui. Pois é. A mesma “Big-N” que alavancou os arcades com Donkey Kong agora tirava os jogadores dos fliperamas e levava-os de volta para casa. Começa a primeira grande crise dos fliperamas.
Basicamente, o Nintendo Entertainment System é tudo o que um aficionado por jogos poderia desejar. Você tem gráficos e um poder de processamento equivalente à grande maioria das máquinas disponibilizadas e, o melhor de tudo: pode desfrutar da jogatina no conforto de sua casa.
Para piorar a situação dos arcades, a Nintendo decide explorar muito bem um dos principais diferenciais dos consoles em relação aos fliperamas. Essencialmente, a companhia começou a lançar jogos com uma profundidade muito maior que os títulos das máquinas, trazendo histórias, exploração e muitos elementos de jogabilidade que jamais poderiam ser vistos nos fliperamas.
O motivo é simples. O estilo dos jogos criados para fliperamas está diretamente ligado à frustração. O jogador morrerá muitas vezes, por exemplo, antes de chegar ao chefe final. Com isso, mais moedas são inseridas e mais lucro a loja tem. Em suma, o desafio dos jogos é amplificado pela questão financeira, algo que não acontece nos consoles de mesa.
A publicidade também ajudou a divulgar a grande novidade da Nintendo na TV, algo que não poderia ser feito pelas centenas de desenvolvedoras de jogos para fliperama. Com isso, todos sabiam que um Nintendo era um excelente presente para o Natal e outras datas comemorativas — afinal, uma máquina de arcade era praticamente inviável.
Quando a SEGA decidiu entrar na briga, com o Genesis, o famoso Mega Drive, o mundo dos fliperamas estremeceu mais uma vez. O choque ocorreu quando a companhia começou a lançar seus próprios jogos de fliperama para seu console de mesa. Strider, Altered Beast e Afterburner não eram mais exclusividades das máquinas.

Então, você se pergunta: por que uma empresa acabaria com seus próprios jogos de fliperama? A resposta é simples. A SEGA sabia que o futuro dos games não estava nas lojas que reuniam dezenas de máquinas caríssimas, mas sim nos consoles. E ela acertou.
Tudo bem, nos consoles, tínhamos títulos profundos e gêneros que jamais poderiam ser vistos nos fliperamas. Sendo assim, os arcades não tinham mais muita utilidade e dificilmente sobreviveriam a essa nova era, não é mesmo? Errado.
Quando tudo parecia perdido, surge um novo título que daria novos ares às máquinas de fliperamas, principalmente aqui no Brasil. E, por falar em terras tupiniquins, nós até participamos desse jogo. Ou melhor, Blanka participou.
A luta pela sobrevivênciaSurge uma esperança
Street Fighter II. Esse é o nome do título que salvou, pelo menos por algum longo tempo, a vida dos fliperamas. Quando tudo parecia perdido, a Capcom decidiu revolucionar nos games, criando um jogo de luta que jamais seria esquecido.
Além disso, a dona da franquia também gerou um novo motivo para as pessoas voltarem para os fliperamas. A intensa pancadaria e a riquíssima fórmula viciante de Street Fighter II fez com que milhares de jogadores passassem a se dedicar ao game, levando um estilo de vida semelhante ao de Ryu, o próprio personagem principal do game. O guerreiro está sempre em busca do mais forte e é esse lema que estimulou a jogatina do game nos fliperamas.
Lá, os jogadores poderiam mostrar sua habilidade a todos e, o mais importante, provar quem é o melhor lutador para seu oponente. Filas se formavam e o resultado era uma experiência que jamais poderia ser recriada em casa — a não ser que você decida fazer uma festa.
A vida dos fliperamas melhorou ainda mais com o surgimento de um dos principais concorrentes de Street Fighter. A série Mortal Kombat trazia uma proposta semelhante à obra da Capcom, mas com muito mais brutalidade. Agora, além de formar filas de espectadores que conferiam os combos, tínhamos também um jogo que causava polêmica por seus famosos Fatalities.
Mesmo assim, o sucesso dessa época não poderia se comparar com o estouro da era dourada. Os arcades, contudo, continuaram resistindo. O que ajudou bastante o mercado global de fliperamas foi o Japão, país em que as máquinas jamais saíram de moda — os arcades ainda bombam lá.
Os nipônicos perceberam que seus jogos que faziam sucesso no Japão também poderiam explodir em outros cantos do mundo. É aí que surge a febre dos jogos de dança, com a famosa série Dance Dance Revolution, que saiu diretamente das terras japonesas para conquistar todo o planeta.
Em uma época dominada por enredos profundos e longas histórias, como Final Fantasy e Resident Evil, os arcades decidiram aproveitar para fazer o que boa parte dos consoles já não faziam mais: criar jogos casuais.
Essencialmente, os fliperamas passaram a se dedicar no que sabiam fazer melhor. Jogos curtos e sem muita profundidade, mas que geravam experiências tão divertidas quanto às vistas nos consoles.
É exatamente essa fórmula que garantiu o sucesso e a perpetuação dos fliperamas. Com isso, os jogos casuais ganharam mais força, como exemplifica o Nintendo Wii e seu sucesso. Além disso, muitas pessoas simplesmente acabam cansando de desenvolver personagens complexos, jogar uma campanha com 80 horas, subir de nível e salvar a todo o momento. Às vezes, o divertido mesmo é chegar, jogar e sair.
A prova de que os arcades estão vivos aparece dentro dos próprios consoles. Mesmo que as máquinas não infestem salões gigantescos, o gênero arcade continua firme e forte, gerando jogos curtos e extremamente viciantes, como é o caso de Geometry Wars e o próprio Pac-Man Championship Edition DX.
O futuro e o BrasilO que será da vida dos fliperamas
Definitivamente, o conceito de arcades e fliperamas mudou bastante desde seu surgimento. No lugar das movimentadas lojas que reuniam centenas de jogadores, temos um novo e intenso gênero que se populariza por todas as plataformas.
Mesmo assim, ainda é possível encontrar algumas lojas que se classificam como fliperamas. No Brasil, ainda temos máquinas de pinball espalhadas por shoppings, que também reúnem alguns jogos clássicos da década de 1990, principalmente do gênero luta.
Entretanto, o que está realmente tomando o lugar das grandes máquinas no Brasil são os próprios consoles. É comum encontrar fliperamas que tragam gabinetes clássicos e PlayStation 3 e Xbox 360 ligados a TVs, funcionando de maneira semelhante a um arcade. Um dos principais motivos disso é o preço de importação dos verdadeiros arcades. Estima-se que uma máquina de Super Street Fighter IV, por exemplo, saia por aproximadamente R$ 25 mil.
Falando em Street Fighter, o espírito competitivo de vários jogadores é um dos elementos que ainda mantém a chama dos arcades acesa em nosso país. Vários torneios no país continuam incentivando a pancadaria, que, normalmente, ocorre em consoles de mesa, mas com jogadores que não largam o clássico controle estilo arcade.
Os consoles evoluíram e abocanharam várias tendências em uma só plataforma, incluindo propostas lançadas originalmente pelos fliperamas. Mesmo assim, as máquinas ainda continuam resistindo em alguns cantos do mundo, seja pelo sucesso lucrativo em algumas regiões ou pela simples sensação nostálgica que nenhum outro console pode providenciar. Esperamos que o Game Over ainda esteja bem longe!

Ninja Gaiden 3


Toda a fúria de Ryu Hayabusa

Antes mesmo da E3 começar, Ninja Gaiden 3 já era um dos jogos mais comentados da feira. A Sony e a Tecmo Koei realizaram um minievento antes do início da Electronic Entertainment Expo 2011, no qual a nova edição da popular franquia de hack n’ slash foi demonstrada para todos os presentes.
O título é a primeira produção do Team Ninja sem o comando do lendário Tomonobu Itagaki que deixou a empresa após um longo processo litigioso. Mesmo assim, pelo que pode ser conferido ao longo da E3 2011, Ninja Gaiden parece manter o padrão de qualidade esperado pelos fãs.
A jogabilidade ganha algumas novidades, mas não difere demasiadamente das edições anteriores. Os visuais são outro ponto alto, mostrando em todos os detalhes a mutilação e sanguinolência típicas da franquia.
O lado negro da força
A demonstração acompanhou Ryu em um cenário similar ao leste europeu, em uma cidade repleta de ninjas paramilitares e robôs gigantes. Aqui já fica evidente uma das grandes novidades da jogabilidade e um dos elementos chave da história: o braço infectado de Ryu.
Aparentemente, o protagonista da série, Ryu Hayabusa, foi infectado por algo maligno. Essa “maldição” que habita em Ryu está consumindo o herói, no entanto, também confere poderes extraordinários. Assim, o jogador deverá equilibrar bem o uso dessa força sobrenatural, para que ela não se descontrole e tome conta de Ryu.
Salvo por essa nova dinâmica de energias, a jogabilidade segue inalterada. Os ataques e a própria forma como os inimigos reagem as suas investidas estão iguais as das outras edições. Como das outras vezes o sangue encharca a tela e para progredir o jogador deverá dominar as diferentes combinações de golpes; não basta massacrar os botões aleatoriamente.
As execuções estão ainda mais brutais e desta vez o jogo ainda conta com alguns movimentos contextuais, uma espécie de “quick time event” que permite eliminações instantâneas, contra-ataques ou esquivas. Como já era de se esperar, Ninja Gaiden 3 possui um esquema de combate elaborado que somente os mais dedicados conseguem dominar.
Todavia, desta vez as coisas estão ainda mais complexas. Em Ninjas Gaiden 3 você encontrará dois botões de defesa: um para golpes normais e outro para os ataques mais fortes. Isso significa que você deverá prestar muita atenção os combates, percebendo cada movimento do seu oponente para conseguir bloquear seus golpes com precisão.
Os visuais são bem detalhados e a direção de arte assume contornos mais sombrios. Ryu e os váriso elementos dos cenários estão bem representados e a ação se desenvolve no costumeiro ritmo alucinado da série.
A câmera apresenta os mesmos “problemas” das edições anteriores, ou seja, os jogadores inexperientes podem se complicar um pouco para encontrar os melhores ângulos. No entanto, quem já está acostumado não terá muita dificuldade para acompanhar as batalhas.
Pancadaria generalizada
A Tecmo Koei também confirmou que Ninja Gaiden 3 terá modos multiplayer online. Ao que tudo indica você poderá participar de partidas competitivas com suporte para até oito jogadores.
Mas as novidades não param por ai. Ninja Gaiden 3 ainda nem tem data de lançamento, mas o Team Ninja já adiantou que o jogo terá vários pacotes de conteúdos adicionais (DLC). Segundo a equipe de desenvolvedores os DLCs devem trazer novos personagens, missões e desafios.
Ninja Gaiden 3 também será lançado para o Wii U, com direitos a controles adaptados ao novo “Wii tablet” — o controlador com tela sensível ao toque, sensores de movimento e câmeras. No entanto, pouco demonstrado do jogo em ação, mesmo porque o console só será lançado em 2012.
Enfim, Ninja Gaiden 3 mostrou durante a E3 2011 que tem tudo para agradar aos fãs da serei, com vários elementos recorrentes e algumas novidades interessantes. O título ainda não tem data de lançamento definida, mas deve aportar no Xbox 360, PlayStation 3 e Wii U já no primeiro trimestre de 2012.

Battlefield 3


Uma nova visão sobre o campo de batalha

Apesar da guerra constante entre Electronic Arts e Activision no setor dos games de tiro em primeira pessoa, a EA falou muito pouco sobre Call of Dutydurante sua participação na E3 2011. Em vez de se concentrar em ataques contra o rival, a empresa se limitou ao que realmente importa e mostrou seu principal produto: Battlefield 3.
Duas demonstrações diferentes foram exibidas durante a feira. A primeira, realizada durante a conferência da empresa, teve como foco uma nova missão do modo campanha. Já a segunda, feita a portas fechadas, apresentou à imprensa o tão esperado modo multiplayer do título.
Em vez de exibir a ação a pé com soldados enfrentando tropas inimigas, a EA preferiu exibir a ação sobre tanques, em uma campanha no deserto iraquiano. De maneira geral, a DICE, desenvolvedora de Battlefield 3, parece querer dar uma abordagem diferente à guerra, colocando o jogador na posição de um soldado comum, que muitas vezes pode ser até mesmo impotente perante as forças inimigas.
Como estamos em um deserto, a areia ao longe dificulta que os jogadores enxerguem muita coisa. E é exatamente essa fraqueza que é aproveitada pelos inimigos, que começam a atacar os tanques americanos à distância. Nesse momento, o jogador assume o controle do canhão principal do veículo, mas, na maioria das vezes, atira a esmo na direção da qual os torpedos inimigos estão vindo.
Para facilitar a visão, é possível ligar uma câmera térmica, permitindo maior visibilidade e facilitando os disparos. Tal recurso, porém, não permite que o jogador enxergue longe e parece diminuir a precisão. Fica a cabo de cada um decidir qual das duas opções de visualização é melhor.
Em um determinado momento, o avanço dos tanques é impedido por uma artilharia inimiga. É hora, então, de controlar um bombardeio que sobrevoa a ação e dar um fim definitivo aos inimigos. A explosão é vista dos céus, por meio de um visor térmico. Os tanques seguem em frente, liquidando o restante dos terroristas sobreviventes ao ataque aéreo.
Apesar de um pouco frustrante para a maioria dos jogadores, que esperavam um intenso combate entre tropas de infantaria, a demonstração no palco da conferência da Electronic Arts obteve sucesso em seu objetivo. Como a intenção da DICE era mostrar o alto nível de realismo, não existia alternativa melhor do que mostrar uma batalha bem próxima das que vimos na TV, em que não há tática ou tiros precisos. Apenas muita violência em um ambiente altamente hostil.
Você não está sozinho
A demonstração do modo multiplayer de Battlefield 3 foi exibida a portas fechadas. Como se trata de um trabalho não finalizado, registros em vídeo são restritos e os jornalistas são incentivados a falar sinceramente sobre o que acharam. Isso não significa que a Electronic Arts está insegura sobre um dos principais traços do título, mas reflete um aspecto da política perfeccionista da DICE.
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Logo de início, é possível perceber que os modos online tradicionais ganham uma adição de peso com a utilização da engine Frostbite 2. Acima de tudo, ela significa o fim dos campers, jogadores odiados por ficarem parados em um único lugar atirando em tudo que se mexe. Agora, qualquer ambiente é destrutível e, caso um oponente resolva se esconder no interior de uma casa, é possível trazê-la abaixo com uma explosão certeira.
Outro aspecto que merece ser citado é o tamanho dos mapas. A DICE define-os não como arenas, mas como “jornadas”. O único cenário disponível, Operation Metro, possibilita diversas estratégias diferentes para ataque e defesa pelos labirinto subterrâneo de túneis e estações do metrô de Paris.
Modificações interessantes também foram feitas no sistema de pontos de experiência. Em Battlefield 3, não é apenas o número de assassinatos cometidos que conta, mas também a quantidade de ações relacionadas à classe escolhida. Por exemplo, consertar um veículo com um engenheiro ou curar um companheiro utilizando o médico de campo garantem uma evolução ainda mais rápida do que simplesmente atirar contra os inimigos.
O Battlelog também tem recebido atenção da Electronic Arts. A espécie de rede social interna de Battlefield 3 tem como missão mudar para sempre a forma como os jogadores interagem com o game e permitirá marcação de partidas e comparação de pontuações. Esses aspectos, porém, são os mais básicos e esperados em qualquer rede que se preze. De acordo com a EA, há muito mais sobre o Battlelog do que foi anunciado até agora, já que a rede também poderá ser acessada por celulares e outros dispositivos móveis.
A conclusão que se tira da presença de Battlefield 3 na E3 2011 é que Call of Duty, finalmente, pode ter sua hegemonia ameaçada. O game de tiro da Electronic Arts não se limita apenas em ser um bom FPS, e quer apresentar também um novo paradigma estético e gráfico para os games do gênero. E, como disse o presidente da EA, John Riccitiello, os jogadores só têm a ganhar com toda essa concorrência.
Battlefield 3 chega ao mercado em 25 de outubro de 2011, para PlayStation 3, Xbox 360 e PC.